quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PE. RODRIGO CASTRO



Diocese de Luziania



Nesta quarta-feira, dia 8 de agosto de 2012, o Padre Rodrigo Castro voltou à casa do Pai, enquanto passava férias na casa de sua família, em Diamantina/MG.



"Com Pesar comunico o falecimento do Pe. Rodrigo, Missionário Claretino, que trabalhava em Goianésia. Tinha 07 de meses de ordenação sacerdotal. Faleceu perto de Curvelo, em MG, quando estava visitando a família. Passeando perto de uma cachoeira escorregou-se, bateu a cabeça e morreu afogado. Rezemos por ele, pela família, pela Paróquia N. Sra. da Abadia e pelos Missionários Claretianos. A Diocese será representada no seu sepultamento por dois sacerdotes diocesanos, pelos padres Missionários que trabalham em Goianésia e por um grupo de leigos da Paróquia especialmente jovens com os quais ele trabalhava". 

Dom Messias Reis Silveira, Bispo Diocesano de Uruaçu/GO - por meio de sua página pessoal do facebook.


Nascido dia 23 de março de 1984, professou na Congregação em 27 de janeiro de 2007, e se ordenou este ano, no dia 28 de janeiro, na cidade de Inimutaba/MG. Residia atualmente em Goianésia/GO, onde era Vice-Superior e Vigário Paroquial.

Que Nossa Senhora, a cujo Coração ele dedicou sua vida, o acolha em Seus braços, e dê o conforto a seus familiares e amigos. Nos unimos às suas dores, agradecendo a Deus pela sua vida e seu ministério.
Claretianos - por meio do site




A Diocese de Uruaçu, recebe, com profundo pesar, a notícia da morte do Padre Rodrigo Castro Moreira, CMF.

Pe. Rodrigo Castro, residia atualmente em Goianésia/GO, onde era Vice-Superior e Vigário Paroquial, na paróquia Nossa Senhora da Abadia. Faleceu na tarde desta quarta feira, 8, na cidade de Inimutaba MG, próximo à Curvelo. Ele estava visitando a sua família e em um passeio numa cachoeira escorregou-se, bateu a cabeça e morreu afogado. 

Pe. Rodrigo foi ordenado sacerdote no dia 28 de janeiro deste ano. Tinha portanto 07 meses de ordenação sacerdotal. Era muito querido em Goianésia e estava desenvolvendo um excelente trabalho com a juventude.

Nossa Diocese de Uruaçu manifesta a sua solidariedade aos familiares, aos Missionários Claretianos e à Paróquia Nossa Senhora da Abadia. Vamos nos unir em oração e nos consolar com os sentimentos de esperanças na vida eterna.




Diversas pessoas, por meio das redes sociais, manifestam pesar pelo falecimento do padre Rodrigo. Manifestam também alegria, pois tiveram a oportunidade de conviver com o jovem vigário.

"Tive a graça de celebrar com o grande Pe. Rodrigo Castro... agora no céu já partilha do banquete eterno... Obrigado pelo exemplo... interceda por nós! Saudades..." Disse Padre Elias Silva, em sua página no facebook.





A MALANDRAGEM DE DEUS

Prosegue depois.........

terça-feira, 7 de agosto de 2012

ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA





ORAÇÃO DO PAPA BENTO XVI
À NOSSA SENHORA DE LORETO 

Maria, Mãe do sim,
tu escutaste Jesus
e conheces o timbre da sua voz
e o palpitar do seu coração.
Estrela da manhã, fala-nos dele
e conta-nos o teu percurso
para o seguires no caminho da fé.
Maria, que em Nazaré
habitaste com Jesus,
imprime na nossa vida
os teus sentimentos,
a tua docilidade,
o teu silêncio que escuta
e faz florescer a Palavra
em opções de verdadeira liberdade.
Maria, fala-nos de Jesus,
para que o vigor da nossa fé
brilhe nos nossos olhos e anime
o coração de quem nos encontra,
como tu fizeste, visitando Isabel
que na sua velhice
rejubilou contigo pelo dom da vida.
Maria, Virgem do Magnificat, ajuda-nos a levar a alegria
ao mundo e, como em Caná,
estimula cada jovem,
comprometido no serviço aos irmãos,
a fazer só o que Jesus disser.
Maria, dirige o teu olhar
para a Ágora dos jovens,
para que seja o terreno fecundo
da Igreja italiana.
Pede para que Jesus, morto
e ressuscitado, renasça em nós
e nos transforme numa noite
plena de luz, plena d'Ele.
Maria, Nossa Senhora de Loreto,
porta do céu,
ajuda-nos a elevar para o alto o olhar.
Queremos ver Jesus. Falar com Ele.
Anunciar a todos o Seu amor.



PALAVRA E SILENCIO

 

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 46º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
  
«Silêncio e palavra: caminho de evangelização»
[Domingo, 20 de Maio de 2012]

Amados irmãos e irmãs,

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (…) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de Janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.
 BENEDICTUS PP. XVI

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

UM MUNDO REBELDE

                                                                                 

O mundo de hoje mostra-nos uma realidade semelhante à do povo de Israel, povo rebelde e infiel como diz o profeta e espera que alguém faça idêntica pergunta: afinal onde mora Deus perante tanta rebeldia?
Não é difícil pintar o quadro de sombras que pairam no horizonte. Mundo de ateísmo e afastamento de Deus. Ninguém pode ignorar os múltiplos aspectos de rebeldia e indiferença espiritual do homem que, longe de Deus, cava a sua própria destruição.
Buscam-se ídolos no poder, no racionalismo e na falsa ciência sem sobrenatural, no hedonismo egoísta, violento e cego que nega toda a ordem de valores éticos e a dignidade da própria criatura humana, criada à imagem de Deus. Idolatria na exploração do outro pela sede de riqueza a todo o custo, nas desordens da sexualidade entendida apenas como instinto irracional, sem compromisso nem responsabilidade, afastada de todo o complemento afetivo e de humanidade plena, sem respeito pela ordem e pela pessoa, disposto a usar todos os meios para destruir as vidas que possam surgir dessa capacidade concedida por Deus quando chamou o gênero humano a ser colaborador na obra da criação.
O homem faz-se deus de si mesmo e encontra-se numa situação insustentável, escravo de todos os desvarios na fé, na ética e no relacionamento fraterno que seria próprio de irmãos que têm o mesmo Deus como Pai.
Aí está a infidelidade assinalada pelo profeta. Aí o desespero humano de quem não encontra razão de viver. Eis o projeto divino invertido. Eis o plano de felicidade impossível. Eis o amor perdido, a revolta implantada, o homem aniquilado.
Mas Deus não quer uma humanidade condenada ao desespero. Não quer uma sociedade sem lei nem respeito pelo próximo, não quer uma sociedade em crise. Mandou os profetas para que denunciassem as falsas aventuras e anunciassem a conversão, mandou os apóstolos para indicarem caminhos de salvação, mandou o seu próprio Filho para nos salvar. Confiou à Igreja, aos sacerdotes e aos fiéis, esta missão sublime. Onde havia infidelidade, lançar a fé; onde a rebeldia, anunciar a confiança; onde o ódio e o egoísmo, levar o Amor; onde falta Deus, anunciar a sua presença e despertar o interesse de O encontrar: Mestre, onde moras? E seguir o convite: vinde e vede. Sim temos de parar. A alegria a que nos convida a missa de hoje neste peregrinar quaresmal encontra o seu motivo na graça do Batismo, na infinita misericórdia divina que nos chama a uma vida nova.
Mesmo reconhecendo e prevenindo contra outras infidelidades do povo de Israel à maneira das «nações pagãs», infidelidades que provocam a destruição do Templo e o exílio, a misericórdia do Senhor manifesta-se na atitude do rei da Pérsia que manda reconstruir o Templo e regressar os filhos de Israel. O povo aceita a prova e busca a reconciliação e recupera a liberdade para de novo dar testemunho da sua fé.
A segunda leitura exprime de modo incisivo que “Deus é rico em misericórdia” e que tudo quanto há de bom e vida renovada é fruto desse amor infinito de Deus que chama continuamente à perfeição.
Se a salvação adquirida é pura graça divina, ela obtém-se pelo bom uso da liberdade. Nicodemos, modelo do homem livre, movido pelo santo desejo de verdade, foi ter com Jesus. É pelos caminhos da liberdade que podemos encontrar e seguir a Deus. «Deus criou o homem racional, dotado do domínio dos seus próprios atos, quis deixar o homem entregue à sua própria decisão, de tal modo que procure por si mesmo o seu Criador e, aderindo livremente a Ele, chegue à total e beatífica perfeição». «A liberdade é, no homem, uma força de crescimento e de maturação na verdade e na bondade. E atinge a perfeição quando está ordenada para Deus, nossa bem-aventurança». (Catecismo da Igreja, n.º 1730 / 1731.).

 Vemos todos estes fatos anos após anos , quaresmas após quaresmas, e a humanidade não muda ! 
    Será que é por falta de conhecimeno ?                                                        

ORAÇÕES DA MISSA

                                                            

DUBLIN, 12 Jul. 12 / 04:25 pm (ACI).- O Cardeal americano Raymond Burke, Presidente da Corte Suprema do Vaticano, a chamada Assinatura Apostólica, explicou que os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa posto que eles não são os protagonistas da liturgia, mas sim o próprio Cristo.
Em entrevista concedida ao grupo ACI em Roma, o cardeal explicou que o sacerdote não deve modificar ou acrescentar palavras às orações da Missa considerando que todo presbítero é “um servidor do rito” e “não o protagonista”. O Protagonista, nas palavras do Cardeal Burke “é o próprio Jesus Cristo”.
“Então está totalmente equivocado que um sacerdote pense ‘como posso tornar isto (a liturgia) mais interesante?’ ou ‘como posso fazê-lo melhor’?”
O Cardeal norte-americano, um dos colaboradores mais próximos ao Papa Bento XVI, recordou que o Código de Direito Canônico assinala que o sacerdote deve “com precisão e devotamente observar o que está escrito nos livros litúrgicos e assim tomar cuidado para não acrescentar outras cerimônias ou orações de acordo ao seu próprio juízo”.
O Cardeal explicou logo que o Código de 1917, modificado pelo de 1983, estabelece que um sacerdote em pecado mortal não deve celebrar Missa “sem antes aceder à confissão sacramental” ou o mais breve possível “no caso de não contar com um confessor”, quando a Missa seja “muito necessária” e tenha feito um ato de contrição perfeito.
“Parece-me que esse cânon de 1917 foi eliminado, mas acredito que deve ser reintroduzido, porque a idéia de dignidade está bem de maneira preeminente para um sacerdote que está oferecendo o sacrifício”, disse.
O Cardeal de 64 anos de idade também disse ao grupo ACI que é preciso uma reforma da sagrada liturgia, seguindo o estabelecido pelo Papa Bento XVI e “enraizada nos ensinos do Concílio Ecumênico Vaticano II” assim como “adequadamente conectada com a tradição”.
Em sua opinião, isto significa evitar diversas inovações como os “serviços de comunhão” liderados por leigos ou religiosos quando existe uma paróquia sem sacerdote para presidir a Eucaristia dominical.
“Não é bom para o povo participar repetidamente nestes tipos de serviços aos domingos porque perdem o sentido do Santíssimo Sacramento”, precisou.
O excesso deste tipo de serviços, acrescentou, pode ser também algo que desalente as ordenações sacerdotais porque com estes serviços um jovem com vocação ao sacerdócio “já não vê ante seus olhos a identidade da vocação à qual está chamado”.
Na entrevista com o grupo ACI, o Presidente da Assinatura Apostólica se referiu também à ” dúvida” na aplicação de penas canônicas nas décadas recentes e aos “abusos e violações da lei eclesiástica” que se dão no âmbito litúrgico.
Tais sanções, disse o Cardeal Burke, são “primeiramente medicinais” e procuram “chamar a atenção da pessoa sobre a gravidade do que está fazendo para que não o faça mais”.
“As sanções são necessárias”, acrescentou.
“Se em 20 séculos da vida da Igreja foram necessárias sanções, por que em nosso século de repente devemos pensar que elas não são necessárias? Isso também é absurdo”, concluiu.DUBLIN, 12 Jul. 12 / 04:25 pm (ACI).- O Cardeal americano Raymond Burke, Presidente da Corte Suprema do Vaticano, a chamada Assinatura Apostólica, explicou que os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa posto que eles não são os protagonistas da liturgia, mas sim o próprio Cristo.
Em entrevista concedida ao grupo ACI em Roma, o cardeal explicou que o sacerdote não deve modificar ou acrescentar palavras às orações da Missa considerando que todo presbítero é “um servidor do rito” e “não o protagonista”. O Protagonista, nas palavras do Cardeal Burke “é o próprio Jesus Cristo”.
“Então está totalmente equivocado que um sacerdote pense ‘como posso tornar isto (a liturgia) mais interesante?’ ou ‘como posso fazê-lo melhor’?”
O Cardeal norte-americano, um dos colaboradores mais próximos ao Papa Bento XVI, recordou que o Código de Direito Canônico assinala que o sacerdote deve “com precisão e devotamente observar o que está escrito nos livros litúrgicos e assim tomar cuidado para não acrescentar outras cerimônias ou orações de acordo ao seu próprio juízo”.
O Cardeal explicou logo que o Código de 1917, modificado pelo de 1983, estabelece que um sacerdote em pecado mortal não deve celebrar Missa “sem antes aceder à confissão sacramental” ou o mais breve possível “no caso de não contar com um confessor”, quando a Missa seja “muito necessária” e tenha feito um ato de contrição perfeito.
“Parece-me que esse cânon de 1917 foi eliminado, mas acredito que deve ser reintroduzido, porque a idéia de dignidade está bem de maneira preeminente para um sacerdote que está oferecendo o sacrifício”, disse.
O Cardeal de 64 anos de idade também disse ao grupo ACI que é preciso uma reforma da sagrada liturgia, seguindo o estabelecido pelo Papa Bento XVI e “enraizada nos ensinos do Concílio Ecumênico Vaticano II” assim como “adequadamente conectada com a tradição”.
Em sua opinião, isto significa evitar diversas inovações como os “serviços de comunhão” liderados por leigos ou religiosos quando existe uma paróquia sem sacerdote para presidir a Eucaristia dominical.
“Não é bom para o povo participar repetidamente nestes tipos de serviços aos domingos porque perdem o sentido do Santíssimo Sacramento”, precisou.
O excesso deste tipo de serviços, acrescentou, pode ser também algo que desalente as ordenações sacerdotais porque com estes serviços um jovem com vocação ao sacerdócio “já não vê ante seus olhos a identidade da vocação à qual está chamado”.
Na entrevista com o grupo ACI, o Presidente da Assinatura Apostólica se referiu também à ” dúvida” na aplicação de penas canônicas nas décadas recentes e aos “abusos e violações da lei eclesiástica” que se dão no âmbito litúrgico.
Tais sanções, disse o Cardeal Burke, são “primeiramente medicinais” e procuram “chamar a atenção da pessoa sobre a gravidade do que está fazendo para que não o faça mais”.
“As sanções são necessárias”, acrescentou.
“Se em 20 séculos da vida da Igreja foram necessárias sanções, por que em nosso século de repente devemos pensar que elas não são necessárias? Isso também é absurdo”, concluiu.DUBLIN, 12 Jul. 12 / 04:25 pm (ACI).- O Cardeal americano Raymond Burke, Presidente da Corte Suprema do Vaticano, a chamada Assinatura Apostólica, explicou que os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa posto que eles não são os protagonistas da liturgia, mas sim o próprio Cristo.
Em entrevista concedida ao grupo ACI em Roma, o cardeal explicou que o sacerdote não deve modificar ou acrescentar palavras às orações da Missa considerando que todo presbítero é “um servidor do rito” e “não o protagonista”. O Protagonista, nas palavras do Cardeal Burke “é o próprio Jesus Cristo”.
“Então está totalmente equivocado que um sacerdote pense ‘como posso tornar isto (a liturgia) mais interesante?’ ou ‘como posso fazê-lo melhor’?”
O Cardeal norte-americano, um dos colaboradores mais próximos ao Papa Bento XVI, recordou que o Código de Direito Canônico assinala que o sacerdote deve “com precisão e devotamente observar o que está escrito nos livros litúrgicos e assim tomar cuidado para não acrescentar outras cerimônias ou orações de acordo ao seu próprio juízo”.
O Cardeal explicou logo que o Código de 1917, modificado pelo de 1983, estabelece que um sacerdote em pecado mortal não deve celebrar Missa “sem antes aceder à confissão sacramental” ou o mais breve possível “no caso de não contar com um confessor”, quando a Missa seja “muito necessária” e tenha feito um ato de contrição perfeito.
“Parece-me que esse cânon de 1917 foi eliminado, mas acredito que deve ser reintroduzido, porque a idéia de dignidade está bem de maneira preeminente para um sacerdote que está oferecendo o sacrifício”, disse.
O Cardeal de 64 anos de idade também disse ao grupo ACI que é preciso uma reforma da sagrada liturgia, seguindo o estabelecido pelo Papa Bento XVI e “enraizada nos ensinos do Concílio Ecumênico Vaticano II” assim como “adequadamente conectada com a tradição”.
Em sua opinião, isto significa evitar diversas inovações como os “serviços de comunhão” liderados por leigos ou religiosos quando existe uma paróquia sem sacerdote para presidir a Eucaristia dominical.
“Não é bom para o povo participar repetidamente nestes tipos de serviços aos domingos porque perdem o sentido do Santíssimo Sacramento”, precisou.
O excesso deste tipo de serviços, acrescentou, pode ser também algo que desalente as ordenações sacerdotais porque com estes serviços um jovem com vocação ao sacerdócio “já não vê ante seus olhos a identidade da vocação à qual está chamado”.
Na entrevista com o grupo ACI, o Presidente da Assinatura Apostólica se referiu também à ” dúvida” na aplicação de penas canônicas nas décadas recentes e aos “abusos e violações da lei eclesiástica” que se dão no âmbito litúrgico.
Tais sanções, disse o Cardeal Burke, são “primeiramente medicinais” e procuram “chamar a atenção da pessoa sobre a gravidade do que está fazendo para que não o faça mais”.
“As sanções são necessárias”, acrescentou.
“Se em 20 séculos da vida da Igreja foram necessárias sanções, por que em nosso século de repente devemos pensar que elas não são necessárias? Isso também é absurdo”, concluiu.DUBLIN, 12 Jul. 12 / 04:25 pm (ACI).- O Cardeal americano Raymond Burke, Presidente da Corte Suprema do Vaticano, a chamada Assinatura Apostólica, explicou que os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa posto que eles não são os protagonistas da liturgia, mas sim o próprio Cristo.
Em entrevista concedida ao grupo ACI em Roma, o cardeal explicou que o sacerdote não deve modificar ou acrescentar palavras às orações da Missa considerando que todo presbítero é “um servidor do rito” e “não o protagonista”. O Protagonista, nas palavras do Cardeal Burke “é o próprio Jesus Cristo”.
“Então está totalmente equivocado que um sacerdote pense ‘como posso tornar isto (a liturgia) mais interesante?’ ou ‘como posso fazê-lo melhor’?”
O Cardeal norte-americano, um dos colaboradores mais próximos ao Papa Bento XVI, recordou que o Código de Direito Canônico assinala que o sacerdote deve “com precisão e devotamente observar o que está escrito nos livros litúrgicos e assim tomar cuidado para não acrescentar outras cerimônias ou orações de acordo ao seu próprio juízo”.
O Cardeal explicou logo que o Código de 1917, modificado pelo de 1983, estabelece que um sacerdote em pecado mortal não deve celebrar Missa “sem antes aceder à confissão sacramental” ou o mais breve possível “no caso de não contar com um confessor”, quando a Missa seja “muito necessária” e tenha feito um ato de contrição perfeito.
“Parece-me que esse cânon de 1917 foi eliminado, mas acredito que deve ser reintroduzido, porque a idéia de dignidade está bem de maneira preeminente para um sacerdote que está oferecendo o sacrifício”, disse.
O Cardeal de 64 anos de idade também disse ao grupo ACI que é preciso uma reforma da sagrada liturgia, seguindo o estabelecido pelo Papa Bento XVI e “enraizada nos ensinos do Concílio Ecumênico Vaticano II” assim como “adequadamente conectada com a tradição”.
Em sua opinião, isto significa evitar diversas inovações como os “serviços de comunhão” liderados por leigos ou religiosos quando existe uma paróquia sem sacerdote para presidir a Eucaristia dominical.
“Não é bom para o povo participar repetidamente nestes tipos de serviços aos domingos porque perdem o sentido do Santíssimo Sacramento”, precisou.
O excesso deste tipo de serviços, acrescentou, pode ser também algo que desalente as ordenações sacerdotais porque com estes serviços um jovem com vocação ao sacerdócio “já não vê ante seus olhos a identidade da vocação à qual está chamado”.
Na entrevista com o grupo ACI, o Presidente da Assinatura Apostólica se referiu também à ” dúvida” na aplicação de penas canônicas nas décadas recentes e aos “abusos e violações da lei eclesiástica” que se dão no âmbito litúrgico.
Tais sanções, disse o Cardeal Burke, são “primeiramente medicinais” e procuram “chamar a atenção da pessoa sobre a gravidade do que está fazendo para que não o faça mais”.
“As sanções são necessárias”, acrescentou.
“Se em 20 séculos da vida da Igreja foram necessárias sanções, por que em nosso século de repente devemos pensar que elas não são necessárias? Isso também é absurdo”, concluiu.

                                                                                      

domingo, 5 de agosto de 2012

PALAVRA DO MES

Colocou-o no seu jumento e conduziu-o à hospedaria


                                         
O samaritano, aquela pessoa de quem já falamos condenada pelos judeus, considerada abandonada por Deus, não somente usou daquilo que tinha naquele momento, derramando óleo e vinho, mas decidiu levar até o fim a ajuda para o homem: carregou-o no seu jumento e o levou para a hospedaria.

É de extrema importância compreender a atitude do samaritano para o nosso caminho até Deus e aos irmãos que mais se sentem abandonados e rejeitados.

Ao ler a parábola do bom samaritano, sentimos intensamente o desejo de compreender e realizar aquilo que Jesus nos propõe. Sentimos uma santa “ansiedade”, como se a parábola nos impulsionasse a experimentar aquilo que lemos. Sentimos o desejo de rezar para que Deus nos dê a graça de compreender todos os segredos escondidos dentro das palavras de Jesus. “Sim, Jesus, dai-nos a graça de compreender com a vida, não somente com a inteligência essas palavras. Não queremos ser como o levita ou o sacerdote que passa adiante com medo de se comprometer, seguindo leis que matam o amor ao próximo. Transformai a nossa vida para que  nossa ação com os últimos que são os pobres, seja material ou espiritualmente, possa ser conforme os Seus desejos. Sabemos que em nós prevalece a soberba, o egoísmo, às vezes o medo de nos aproximar de quem poderia nos tirar a paz humana que construímos em nossa mente. Tirai, Jesus, as nossas defesas e preconceitos. Tirai o medo de nos comprometer e nos tornar simples na escuta da Sua Palavra. Eis-nos aqui prontos para escutar, meditar e viver a Sua proposta para a nossa vida.”

É o mesmo Jesus que nos dá a resposta com a Sua vida. Ele, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Ao ver  que havia chegado o tempo,  entregou-se até o fim e “correu”, literalmente, correu, foi depressa, sem olhar ninguém e nada e sem nenhum medo, da Galileia até Jerusalém para, sem reservas, dar a vida até a morte. Deus Pai tinha preparado o resgate da humanidade desde séculos através dos profetas que anunciavam a chegada do Seu Filho para salvar a humanidade. Lemos isso em (Isaias 53) “Não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar. Era desprezado e abandonado pelos homens, homem sujeito a dor, familiarizado com o sofrimento...” E no entanto, eram nossos sofrimentos que Ele levava sobre si, nossas dores que Ele carregava. Mas Ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz caiu sobre Ele, sim, “por suas feridas fomos curados”.

Jesus nos ensina. Ele se torna o bom samaritano dando-se plenamente para nós e curando as nossas feridas com o Seu Sangue preciosíssimo. Ele se torna o abandonado, o rejeitado, o último de todos. O estrangeiro. Nos  tempos atuais, diríamos que Ele se tornou o menino de rua, bêbado, drogado, prisioneiro, prostituta. Ele se torna cada um de nós que se sente rejeitado, ferido pelos pecados presentes e passados, pelas feridas recebidas dos pais ou da sociedade. Ele assume todos nós e nos explica como devemos ser: sem jamais nos fechar, amar sempre. Devemos assumir as feridas dos outros, carregar seu peso, o pecado de quem nos aproximamos.

Temos em nosso meio uma prostituta que conhecemos há dez anos. Tentamos de tudo até agora. Acolhemo-na  em nossas casas, fomos procurá-la muitas vezes na rua porque, fugindo,  joga-se novamente no craque e na prostituição. Recaiu inúmeras vezes. Quando pensávamos que havia se curado, recaía e, a última vez, até quase a morte. Ela mesma, tempos atrás, dizia que não tinha mais forças nem esperança ao se sentir morrer. Corpo, vontade, inteligência, espiritual mortos. O que fazer? Desistir? Tentar novamente? Encontramos a solução nas palavras de Jesus: “o samaritano carregou-o nos seu jumento e o levou a hospedaria”. Lembramo-nos, também, do trecho de Isaias: “Mas Ele foi trespassado por causa das nossas transgressões..., sim, por suas feridas fomos curados”. Jesus nos pedia ser o bom samaritano. Novamente a acolhemos.

O sentido verdadeiro da parábola do samaritano é tornar-nos como Jesus: abandonado para os outros! Jesus abandonado é o nosso tudo e a explicação da parábola. Ele aceitou se entregar na cruz por nós. No momento da morte, quando estava na cruz, sentiu-se abandonado até pelo Pai do céu: “Deus meu, Deus meu porque me abandonaste”? Ele aceitou ser esmagado e justo, foi condenado. É Jesus abandonado! Mas Ele nos resgatou! Pelas Suas chagas fomos curados! Éramos sem esperança, ninguém podia se salvar porque o nosso pecado não permitia ver o rosto do nosso criador. A nossa fraqueza, pecado, era tal que as portas do céu eram fechadas. As trevas reinavam em nós e no mundo inteiro. Mas pelas Suas chagas fomos curados! E Ele, então, dando-nos o exemplo nos impulsiona a ser, fazer, viver como Ele, amando até o fim.

Como samaritanos devemos assumir a responsabilidade de amar os outros até o fim seja quem for.  Não há meio termo. Não podemos ser medrosos e nem viver uma vida morna. Não podemos olhar o outro com uma atitude de soberba. Todos, todos devemos carregar o próximo no nosso jumento e levá-lo à hospedaria para cuidar dele até o fim.  Por isto que o trabalho do Movimento Aliança de Misericórdia não para e não termina nas visitas ao povo de rua, às prostitutas ou às prisões. Não! Não termina ai, mas com cuidado forma casas de acolhida para procurar salvar aquele que foi roubado da sua dignidade humana e social.  

Por isto é interesse do Movimento dar para o ferido a Palavra que salva e no final permitir à pessoa acolhida reinserir-se na sociedade com um trabalho digno e respeitado. Esta é a chave que nos abre à compreensão da parábola do samaritano. Devemos ser como o Jesus na Sua paixão! Assumir a vida dos outros. Carregar o peso e os pecados dos outros. Trazê-los sempre de volta à nossa hospedaria. Devemos trazê-lo de volta na nossa hospedaria. Jesus chegou a morrer por nós pecadores e Nele devemos morrer pelos outros.

Na Polônia conhecemos um homossexual que nos pedia para ajudá-lo a sair da prostituição. Não aguentava mais ser usado pelos outros sexualmente e usar os outros. A vida dele havia se tornado uma escravidão. Ele nos falava que já se sentia morto e podre. Aceitamo-lo no nosso grupo da cidade e pedimos ao Espírito Santo que o ungisse com o óleo abençoado e o vinho da Eucaristia. Tornou-se um grande evangelizador que anuncia as maravilhas que Deus operou em sua vida

Quantos testemunhos cada um de vocês do Movimento poderiam contar aqui nestas páginas. Testemunhos que dão vida e nos faz entender que a nossa vocação é esta: sendo-nos pecadores e descobrindo que fomos resgatados da nossa miséria, corremos ao encontro de quem ainda não conhece Jesus que nos curou com

Suas feridas, derramando o Sangue para cada pessoa. 

Colocou-o no seu jumento e conduziu-o à hospedaria.

Renovemos nosso sim fazendo a experiência de ser samaritano para os outros. 
                                                 




                                                                                    

BASÍLICA STA. MAIA MAIOR


5 de agosto

Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior 

Ao frade Bartolomeu de Trento, que viveu na metade do século XIII, devemos a versão sobre a origem da basílica de Santa Maria Maior. Segundo a tradição, no ano 352, vivia em Roma, o representante do imperador que tinha se transferido para Constantinopla, um certo João, fidalgo riquíssimo que não sabia como gastar toda sua fortuna. Não tinha filhos e queria construir obras pias para a Igreja, mas não sabia quais escolher. 

Na noite de 5 de agosto, lhe apareceu em sonho a Virgem Maria, que lhe ordenou construir uma igreja no lugar onde estivesse com neve pela manhã. O rico senhor acordou e se pôs a pensar que a neve em Roma era uma coisa estranha, pois agosto era a estação de verão. Porém o mais interessante foi que a Virgem, na mesma noite apareceu ao papa Libério e lhe disse que, logo ao raiar do dia, subisse a colina do monte Esquilino, que encontraria o local cheio de neve e lá deveria erguer uma igreja. Pela manhã aquele fato inédito, foi constatado e enquanto a notícia se espalhava por toda Roma, o papa e João, caminhando por estradas diferentes, seguidos por uma multidão se encontraram: lá em cima do monte Esquilino comprovaram que havia neve. Com um bastão o papa traçou a área para erguer a igreja que o patrício construiu apenas com o seu dinheiro. Nascia a basílica de Santa Maria da Neve. 

Alguns pesquisadores dizem que João procurou o papa Libério para lhe contar seu sonho e que teve uma surpresa ao saber que também o pontífice havia tido a mesma visão. Depois, juntos com a população foram ao alto ao monte Esquilino, e demarcaram sobre a neve o terreno onde a igreja foi construída. Desta maneira, notou-se que as tradições se mesclaram por obra da alma popular que sempre uniu poesia à história. 

Aquelas colinas do monte Esquilino, durante a Antiguidade, tinham sido um lugar de despejo de lixo, cheio de imundices; posteriormente se tornou o lugar onde os escravos eram sepultados. Na época do Império, ao contrário, as colinas eram ocupadas por imensas vilas de nobres. Entretanto continuava sendo um lugar de estranhas lembranças e que a comunidade evitava freqüentar. Com a construção da igreja da Santa Maria da Neve, o local reconquistou a visitação popular. 

Tanto é verdade que cerca de um século depois, para celebrar os resultados do Concílio de Efeso, que proclamou a "maternidade divina da Virgem Maria", o Papa Xisto III em 440, mandou construir uma igreja. Mas queria que fosse grande, muito grande, daí o nome "Maior", e escolheu o mesmo local onde fora construída a igreja indicada pela Virgem em sonho ao papa Libério. No dia 5 de agosto de 431, a nova igreja, que substituiu a anterior, foi consagrada, com o nome de basílica de "Santa Maria Maior". 

Nela foi realizado o primeiro presépio que se tem notícia na Igreja, por isto também ficou conhecida como basílica de "Santa Maria do Presépio". Na basílica se encontram os primeiros e mais ricos mosaicos alusivos a Nossa Senhora e é, de fato, um dos maiores e mais belo santuário mariano de toda a cristandade. A festa litúrgica da "Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior" que acontece em 5 de agosto entrou no calendário romano em 1568.

sábado, 4 de agosto de 2012

DIA DO SACERDOTE

                                                                     

A Igreja celebra. em 04 de agosto, o dia São João Maria Vianney, proclamado “Patrono dos párocos”, em 1929 pelo Papa Pio XI, o mesmo que o canonizou em 1925. Ele era conhecido como o “cura D’Ars”, um povoado francês, ao norte de Lião onde exerceu o seu ministério sacerdotal, João Maria Vianney (1786-1859) é um daqueles homens aos quais se aplicam as palavras de São Paulo: “Deus escolheu os mais insignificantes para confundir os grandes.” Era um camponês rude, nascido em Dardilly, tinha passado pela tempestade da Revolução Francesa. Teve de se esconder por um certo tempo, por haver desertado do exército de Napoleão em marcha para a Espanha sem entender a gravidade de seu comportamento; ele não conseguia acertar o passo com o seu batalhão.

No seminário teve muitas dificuldades para aprender o latim, a filosofia e a teologia; os seus professores, desanimados, deixaram até de interrogá-lo. É uma lástima, disse um deles ao Vigário geral, porque é um modelo de piedade. “Um modelo de piedade? – exclamou este. – Então eu o promovo e a graça de Deus fará o resto.” Em 1815 foi ordenado, mas sem a autorização para confessar, pois o julgavam incapaz de guiar as consciências. Quem poderia imaginar que João Vianney se tornaria um dos mais famosos confessores que a história da Igreja conhece?

Conta-se que ao negar ordená-lo sacerdote, por achá-lo “burrinho”, ele teria dito ao bispo: Sr. Bispo, se Sansão com só uma queixada de burro destruiu o exército dos filisteus, imagine o que o Sr. não poderá fazer com este burrinho inteiro!…” E o Bispo o ordenou, mas tomou o cuidado de mandar-lhe para uma das menores aldeias da França, onde há mais de 25 anos não tinha um padre. Passou antes um ano sob a direção do abade Balley, de Ecully, e este percebeu naquele “bobo iluminado” os carismas da santidade. Depois foi para Ars, como vigário capelão. Ars, sobre o planalto de Dombes, tinha apenas duzentos e trinta habitantes, que viviam em casas com tetos de palha. No caminho para Ars disse a um menino: “mostre-me o caminho para Ars, e depois eu te mostrarei o caminho do Céu”.

Chegando ali, as poucas mulheres que encontrou na igreja local lhe disseram: “Padre, aqui a fé acabou, ninguém sabe rezar”. Então ele percebeu porque Deus o enviou para lá. Acordava-se de madrugada e rezava o Rosário, de joelhos, diante do Santíssimo Sacramento, antes de celebrar a Missa. Logo ele começou a pregar de maneira severa contra os pecados do povo do local.

Dez anos depois, Ars estava completamente transformada. Tavernas desertas e a igreja povoada. Era severo mas ao mesmo tempo havia nele muita bondade e generosidade. Possuía somente a desbotada batina que tinha no corpo. E era capaz de dar seus sapatos e meias na estrada se encontrasse um pobre infeliz, com quem trocava até as calças se as do mendigo estivessem piores que as suas. Depois de um tempo, sua fama de santidade e seus carismas foram longe. Até cardeais de Paris iam a Ars se aconselhar com o santo Cura. Morreu aos setenta e três anos, a 4 de agosto de 1859. Este é o grande Modelo, Patrono e intercessor que a Igreja deu para os párocos, para mostrar-lhes aquilo que um dia disse o Papa João Paulo II: “a santidade é a força mais poderosa para levar os homens a Jesus Cristo”. Foi exatamente o que o santo Cura fez e que deixou de lição mais importante para todos os padres; sem santidade de vida, o trabalho apostólico não anda. Ele não tinha nada, mas era Santo.Hoje o sacerdote pode e deve usar muitos meios que o santo Cura não pode usar: rádio, tv, internet, revistas, microfone, etc.; mas nada disso dará resultado se não houve a santidade por trás de tudo.

O sacerdote é um outro Cristo, “alter Christus”, é seu ministro sagrado entre os homens; São Francisco de Assis achava-se indigno de ser sacerdote e gostaria de beijar o chão onde pisavam os pés de um padre. Através do Padre Jesus continua a sua missão salvífica na terra arrancando os homens do pecado e da morte eterna pelos sacramentos da Igreja. Cristo caminha com ele e o sustenta a cada momento pela graça do sacramento da Ordem, se ele se mantém fiel a seu Senhor.

Alguém escreveu que “no sacerdote que vive em plenitude o seu ministério, Cristo se realiza nele e através de suas mãos ungidas continua amando, perdoando, curando, ensinando e alimentando seu povo com o Pão da Vida. No sacerdote idoso, enfermo, que vive suas limitações humanas, Cristo revive com ele a sua paixão e o caminho do calvário carregando sua cruz, sofrendo e testemunhando que “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo próximo” (Jo 15,13).

Sendo um “outro Cristo na terra” o sacerdote deve imitar a Jesus, por isso, inclusive, ele é celibatário, deixa de construir uma família para ser todo de Deus, em tempo integral. Ele não possui uma família própria, mas possuía a grande família que é a Igreja; não tem filhos próprios, mas tem todos os filhos de Deus. Os que não estão dispostos a viver assim, não devem optar pelo sacramento da Ordem, pois falta-lhes a vocação necessária.

São João Bosco, após um retiro espiritual, entendeu que com ele levaria muita gente para o céu ou para o inferno. E isto mudou a sua vida. Assim é com todo sacerdote; ele pode levar muita gente para Deus com seu trabalho, oração, dedicação, sofrimentos… Mas pode também com algum escândalo, injustiça, etc. afastar muita gente da Igreja e de Deus.

Por tudo isso, demos graças a Deus hoje por nossos sacerdotes, milhares que a cada dia carregam a sua cruz com o Cristo pela salvação do mundo. Que nossas orações por eles sejam incessantes e fervorosas; a fim de que Deus nos dê também santos sacerdotes. Sem eles o povo de Deus é um rebanho sem pastor, sujo, assustado, sofrido, bernento, maltratado, abandonado e sujeito aos ataque dos lobos, especialmente aqueles vestidos de cordeiros.
 



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

VOCAÇÃO

 
                                                        
   Vocação é um cahamado, todos os dias somos chamados para algo. O telefone chama incessantemente exigindo uma resposta,  que é atendida prontamente.
   O nosso relogio nos chama de manha, a cafeteira nos chama para o café, a televisão nos chama para as noticias e assim somos chamados.
    Alguem nos chama pelo nome, ou nos manda um email convidando para a proxima festa.
A secretaria eletronica do nosso celular nos chama para ouvir a nova mensagem que alguem nos deixou.
As propaganadas lindas e coloridas chamam a nossa atenção num autdoor bem a nossa frente.
    Todos,somos chamados para algo ou por alguem.
Mas os chamados normalmente são sentidos pelos ouvidos. Ouvimos alguem nos chamar e respondemos: Já vou. E decidimos. È agora, não posso esperar
    E assim a vida transcorre entre um chamado e outro. Existem muitos tipos de chamado, mas tem um que não chega pelos ouvidos e este, algumas pessoas conseguem ouvir, mas muitos poucos conseguem entender e bem  poucos conseguem responder com um SIM.
Esse chamado vem por uma voz silênciosa e só pode ser estado pelo coração. Mas como ouvi-LO no meio de tantos outros chamados? È dificil, muito dificil.
   A voz de DEUS nos chama  sem parar, mas para ouvi-la precisamos abafar as outras vozes  e para isso é preciso coragem. As vezes a ouvimos, mas disfarçamos. Como? Quem me chamou?Não! Acho que não é comigo, e assim continuamos, mas a voz de DEUS está lá chamando. Para ouvi-LO, precisamos abrir o coração e responder SIM com a vida.
   Que bom, ainda temos muitos que renuncia a tudo para abraçar a causa de DEUS. Pessoas que, num mundo marcado pelo egoismo, conseguem dasafiar as leis instintivas do: primeiro eu, segundo eu,e terceiro eu e decidem amar e servir.
   Quero neste testo dedicar uma homenagem aos sacerdotes, freiras e missionários que abandonam tudo para seguir a JESUS e a unica explicação para essa escolha, se resume numa unica palavra: AMOR.   
        VOCAÇÂO È A CAPACIDADE DE DIZER SIM COMO MARIA DISSE< SEM HESITAR.
  DEUS quiz salvar os homens por meio do homem!
    Estamos mal-acostumados. Fazemo-nos muito egoistas, Poucos são os que se comprometem seriamente na construção de valores verdadeiros.
 O individualismo é tal que alguns pensam que ajudar o necessitado é  bancar o idiota. Vejo isto muito na pastoral carceraria.
     Fomos condicionados, pelos meios de comunicação social, a usar as coisas só em beneficio proprio. Descristanizaram-nos! O homem se fez inimigo, rival e não amigo,irmão.
   TUDO ESTÀ PERDIDO?
Contavamos um sabío:
Um dia estava capinando ( mineiro capina sorocabano carpi ) nosso quintal,....Havia muito mato,Alguem tinha medo de cobra. O sol estava forte, e a enxada não era muito boa,Eu tinha todos os motivos aparentes para interomper  o trabalho .Pensei: Nosso quintal é como o mundo que precisa ser desbravado! Este pensamento deu-me uma grande força e entreguei-me corajosamente, a tarefa de capinar..
     È preciso "capinar". Muita erva daninha, muito mato tem brotado, sufocando arvores e plantas boas. Precisamos de braços fortes, pessoas corajosas para roçar a plantação de DEUS. È preciso desbravar este mundo para depois plantar uma boa semente. Quem topa?
    Sempre houve jovens, generosos e sadios, que escutando o convite para "capinar" em nome de DEUS, se apresentam decididos e entusiasmados. Também há aqueles que dizem que topam, mas depois ficam enrolando o tempo todo. Parece que fazem, mas não fazem nada.
     Outrora JESUS convidou doze homens, diversos nos seus temperamentos, varios nas suas histórias.
Nem tudo fora correto e coerente na vida destes homens. Mas a luz foi maior do que as trevas, a graça superou o pecado, iluminando evangelicamente a vida deles. Eis os seus nomes:
    Pedro, terrivelmente temperamental, e Andre, seu irmão, João e Tiago, agressivos por natureza. Alguns os chamavam de "filhos do trovão". Os quatro eram pescadores de agua doce. Possuiam qualidades e limitações Depois o Senhor escolheu Felipe, homem bom, sempre desejoso de aprender algo mais. Escolheu Natanael, inteligente e perspicaz. Chamou Mateus funcionario público, pouco honesto , que enriquecia ás custas do poder politico que possuia. Chamou  a Tomé, intelectual, membro de um partido de esquerda, para quem não era nada facil viver a fé. Convidou também a Simão, chamado o nacionalista por ter  participado de grupos politicos de libertação nacional. Convidou a Judas Tadeu  e a Judas Iscariotes, o qual, não querendo mudar de vida nem de pensamento, entregou JESUS.
    Todos eles sentiram o chamado para  construirem um mundo melhor, mais justo e fraterno. Todos tiveram que renunciar a algumas coisas e abrir-se a outras.
    Para atender um chamado precisamos estar atentos, e so somos capaz  de optar por um valor, quando descobrimos  que ele se faz maior do que o outro.
    Também hoje JESUS escolhe, chama, convida. Eu , voce,Marcos, Marcelo, João , Zé,Beto , Maria,
 Lucia.
JESUS nos chama para estarmos com ELE ,na SUA companhia. Depois nos enviará. Para onde? Onde for maior a necessidade e o grito dos nossos irmãos.
    Precisamos de novos e mais "roceiros" para a lavoura de DEUS,
                                      QUEM TOPA?
                                                                        

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

LIÇÃO DA FOLHA SECA.

        DEUS,
Hoje descobri mais uma maravilha tua: UMA FOLHA SECA.
Quem se interessa em admirar uma folha seca ?
Parece ser tão feia !
No  entanto, ela fala do teu infinito amor.
A gente prefere olhar o verde, admirar os pássaros,
contemplar as flores, admirar o sol, o céu, as nuvens, as formigas.....
E a gente se esquece de olhar para o horizonte, onde... há folhas secas.
Eu estava sentadanum banco ainda úmido pelo sereno,

 quando TUA graça tocou em mim e eu pude ver, proximo a
meus pés, algumas folhas secas.
Talvez nunca ninguem as percebeu ( exeto o padre EDUARDO)
Mas, quem iria dirigir a atenção para algo tão feio ?
Sem vida, sem graça...
Mas, lá estava ela, falando de amor.
Carinhosamente a peguei, conversando bastante com ela.
No começo, ela estava fazendo piracinha. Não queria
Conversar comigo. Acho que ela achou esquisito alguem
conversar assim com ela !
Aos poucos, ela foi abrindo o coração e começou a conversar comigo .
SENHOR DEUS, descobri que ela é um sacramento.
Ela me ensinou que és AMOR. Ela me levou a rezar.
Descobri que ela é tão amada e querida como todas as suas colegas
que estão verdes e viçosas.
O tempo passa. Gerações passam. Tudo passa.
Aquela folha ficará na minha lembrança, eternamente.
SENHOR, eu agradeço por todas as folhas que já secaram,
e que continuam falando do TEU AMOR......