segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

PEDRO FALA PELA BOCA DO PAPA



Pedro fala pela boca de Bento XVI. O legado que deixará à Igreja é um tesouro incalculável, desde a sua teologia a sua humildade cristã. 

... A Doutrina Católica ensina que o Papa é o "Servo dos Servos de Cristo". Sob ele recai o múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja.

Nos primeiros séculos do cristianismo, mais precisamente no século III, a Igreja Católica sofreu grandes abalos, ora advindos das perseguições bárbaras e pagãs, ora dos próprios membros da Igreja, com suas heresias acerca da Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Crises como as do Gnosticismo e do Arianismo teriam destruído a Igreja, dada a proporção de seus seguidores, não fosse a providência divina e a assistência do Espírito Santo ter suscitado grandes santos para a defesa de nossa fé, dando cumprimento a promessa de Cristo de que "as portas do Inferno não prevalecerão".

O ano de 451 foi marcado pelas grandes controvérsias cristológicas. Apartados da fé apostólica, inúmeros bispos passaram a acreditar na heresia monofisista. Essa heresia afirmava que Cristo possuía apenas a natureza divina. Contra isso, levantou-se o Papa São Leão Magno no seu famoso "Tomo a Flaviano", no qual declarava a união hipostática de Cristo, ou seja, que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O discurso do Santo Padre foi aclamado pelos bispos conciliares, reunidos em Calcedônia, sob a célebre frase: "Pedro falou pela boca de Leão". 

A Doutrina Católica ensina que o Papa é o "Servo dos Servos de Cristo". Sob ele recai o múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja. Por isso, o Santo Padre "é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos bispos, quer da multidão dos fiéis". Como sucessor de São Pedro, o Sumo Pontífice tem o santo dever de confirmar a todos na fé (Luc. 22, 31-32). Esse carisma da unidade na fé e na caridade fez com que o escritor inglês G.K. Chesterton dissesse uma vez, parafraseando um antigo ditado: "Se o Papa não existisse, seria necessário inventá-lo".

Assim, se os Bispos de Calcedônia diziam: "Pedro falou pela boca de Leão" - hoje podemos afirmar que Pedro está falando pela boca de Bento XVI. Joseph Ratzinger é o Papa certo para tempos incertos. Num momento em que a Igreja vive uma encruzilhada entre a apostasia do relativismo e o martírio da ridicularização, o testemunho valente do Bispo de Roma tem dado aos católicos, principalmente aos jovens, o impulso necessário para a vivência virtuosa e apostólica da fé cristã.

No final do ano passado, quando todos os prognósticos da mídia certificavam a falência da autoridade papal, devido às corajosas condenações do Papa Bento XVI ao aborto e em defesa do matrimônio, a mensagem do Santo Padre encontrou eco onde menos se esperava: na juventude. Incentivando os fiéis católicos e os homens de boa vontade - até mesmo os de outras religiões - a se unirem em defesa dos princípios inegociáveis da dignidade humana, o Papa pediu que a verdade fosse anunciada sem medo de represálias.

Contra todos os prognósticos da mídia esquerdista mundial a juventude está com o Papa e deseja ardentemente ver a Igreja de sempre reinante.


"No diálogo com o Estado e a sociedade, naturalmente a Igreja não tem soluções prontas para as diversas questões. Mas, unida às outras forças sociais, lutará pelas respostas que melhor correspondam à justa medida do ser humano. Aquilo que ela identificou como valores fundamentais, constitutivos e não negociáveis da existência humana, deve defendê-lo com a máxima clareza. Deve fazer todo o possível por criar uma convicção que possa depois traduzir-se em ação política".

Para surpresa de todos, mas sobretudo daqueles que são inimigos da Igreja Católica, o pedido do Santo Padre foi atendido. As ovelhas ouviram a voz de seu pastor (Jo 10.3). Em todo mundo começaram a surgir movimentos em defesa da vida e da família. 

A maior marcha pela vida da história americana foi um dos muitos movimentos ao redor do mundo que atendeu ao apelo do Papa Bento XVI.

No Reino Unido, mais de mil padres e bispos assinaram uma carta aberta ao Governo contra a união de homossexuais. Na França, 800 mil pessoas foram às ruas de Paris dizer um veemente não ao projeto do governo socialista de legalizar o "casamento" gay. Na Irlanda, 30 mil pessoas marcharam contra a legalização do aborto. E nos EUA, na capital da terra da liberdade, Washington D.C., 650 mil pessoas, na sua maioria jovens, protestaram contra os 40 anos da aprovação do aborto no país . Foi a maior marcha pela vida de toda a história dos americanos.

Há poucos dias, durante outra Marcha pela Vida nos EUA, mas dessa vez em São Francisco, 50 mil pessoas pediram o fim da lei do aborto no Estado americano. Como fez durante a Marcha pela Vida em Washingnton D.C., Bento XVI enviou uma mensagem de apoio aos participantes do protesto. Uma das coordenadoras do evento, Eva Muntean, revelou ter ficado admirada com o silêncio que os manifestantes fizeram para se ouvir as palavras do Santo Padre: "Podia-se escutar um alfinete cair. Estava tão silencioso, todo mundo prestava atenção. Isso foi muito especial para nós".

Pedro fala pela boca de Bento XVI. Sim, e o legado que esse Papa deixará à Igreja é um tesouro incalculável, desde a sua teologia a sua humildade cristã. Bento XVI é o Papa da Dominus Iesus, da certeza de que a única Igreja de Cristo é a Católica. O Papa que desmantelou a Teologia da Libertaçãoe pôs abaixo a babilônia dos teólogos liberais. O Papa que ensinou ao homem que Cristo não veio trazer um mundo melhor, veio trazer Deus. Que desmascarou a "ditadura do relativismo", mostrando que o único caminho de felicidade para o homem é a verdade de Cristo. Que recordou os povos de que "caridade sem verdade é sentimentalism e que "um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores". Que "Deus é amor e que somos "Salvos na Esperança. E, finalmente, que "a porta da , que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós".

O católico tem um amor natural pelo sacerdote, ainda mais pelo Papa. São Josemaria Escrivá, no seu livro "Caminho", agradecia a Deus com a seguinte expressão: "Obrigado, meu Deus, pelo amor ao Papa que puseste no meu coração".

Na Santa Missa "Pro Eligendo Romano Pontifice" - Missa de abertura do Conclave - o Cardeal Joseph Ratzinger encerrou sua memorável homilia rogando a Deus para que mandasse um novo pastor à Igreja, e que este fosse capaz, acima de tudo, de guiar o rebanho "ao conhecimento de Cristo, ao seu amor, à verdadeira alegria". A festa que se seguiu na Praça São Pedro após o anúncio do Cardeal Medina de que Joseph Ratzinger era o novo Papa só viria a confirmar o pedido do antigo cardeal a Deus. Como bem disse o jornalista Peggy Noonan em um artigo para o The Wall Street Journal, "o primeiro milagre de João Paulo II não foi o da sua beatificação, o primeiro milagre de João Paulo II foi Bento XVI".

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

DE UMA PESSOA QUE APRENDEU A AMAR O PAPA

Ontem, estava na missa de cinzas e o Pe.Eugenio iniciou a celebração com uma reflexão fantástica e, eu como um ser humano em busca do desenvolvimento me senti extremamente tocada por aquelas palavras e preciso procurar meu confessor para pedir perdão a Deus por algumas coisas, em especial pelas vezes em que eu não amei, não respeitei o nosso Papa.

Desde o anuncio da renuncia de Bento eu estou relutando em escrever algo sore o tema, pois tenho o medo de falhar por não ser conhecedora da teologia, do direito canônico e cair no senso comum, o qual tanto reluto, mas seria bem provável.

Mas, ontem na missa eu refleti e tomei a decisão de escrever algo sobre o ângulo de uma cristã consternada com a ignorância de uma sociedade cega, estúpida e medíocre, em estado de crianças na fé – levados de um lado para o outro.

Confesso que nunca me simpatizei com a expressão, talvez a postura de Bento XVI, o achava arrogante…(e eu nem o conhecia).

Ao entrar em contato com a obra de Bento XVI nos últimos tempos, eu iniciei um processo de simpatia, de admiração, de encantamento, de descoberta de um homem muito honesto, de um homem verdadeiro, de um homem de palavra – único nos tempos de hoje, de um homem violentamente culto, inteligente banido do senso comum…daí vinha a sua postura arrogante, que não era arrogante, mas era e é a postura de uma pessoa conhecedora, sábia que defende a verdade de Deus, da Igreja sem medo de ser feliz.

Isso fez com que eu conhecesse o papa Bento XVI e, aprendesse a cada dia mais entender o seu papado e aprender a admirar seu trabalho, sua pessoa.

Quando me deparei com o anúncio da renúncia eu simplesmente disse em voz alta, sozinha em meu quarto, com a boca cheia (como costumamos dizer): – Meu Deus!!! Que homem!!!

Era admiração e, ao mesmo tempo em frações de segundo o mundo bombardeava o papa Bento com suas intolerâncias, falta de respeito, falta de conhecimento sobre o assunto, de forma autoritária, recheada de senso comum, formando a opinião de milhares de pessoas inclusive católicas sobre “o papa está afundando o barco”, “o papa não conseguiu se modernizar e pediu demissão”, e assim foi.

Parei para ouvir alguns programas na tv a cabo, para entender o que a sociedade estava desvendando sobre o assunto, o que estava discutindo e “para minha alegria” estavam falando sobre a modernização da Igreja Católica.

Por um minuto pensei: – o papa já tem twitter, os padres, as comunidades já possuem facebook, já estamos todos inseridos no meio digital, o que vocês realmente querem?

Foi aí que eu pedi – SOCORRO!!! Para o mundo que eu quero descer!!!

A Igreja de Cristo é uma, é única, se entrar o cardeal tal, ou o cardeal x ou o cardeal y, as coisas continuarão as mesmas em relação nossos dogmas, nossa doutrina, nossa raiz, nossa moral – a Igreja não mudará essas coisas.

A mídia explora uma situação que é inviável ser alterada, vão se passar mais 2000 anos e continuaremos assim, os meios de comunicação colocaram nesses últimos dias que o novo papa estará com a missão de modernizar a igreja e, com isso de rever questões importantes para não perder fiéis.

E quais são as questões importantes?

Aborto – em seguimento de Jesus Cristo, que veio para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância (cf. Jo 10,10), dá, mais uma vez, através desta declaração, seu testemunho em favor da vida humana, desde sua concepção até seu desfecho natural, baseada nas graves palavras da Bíblia: “Não matarás”, caros, a Igreja Católica não é a favor de matar pessoas, que parte vocês não entenderam? Como podemos pedir justiça na sociedade para os assassinos que matam pais de famílias, crianças em escolas, jovens em boates, … e pedimos para o governo aprovar uma lei que permita matar bebês??? INCOERÊNCIA!!! Desculpa, devo ser muito limitada intelectualmente, mas não consigo entender a diferença de matar bebês no ventre materno, de matar pessoas em qualquer situação – matar é matar. Isso não vai mudar.

Casamento homossexual – Dom Odilo explica as razões da preocupação da Igreja: Saem perdendo e ficam banalizados a família e o casamento, que têm um papel antropológico e social insubstituível. A união homossexual não cumpre o mesmo papel e não é justo equipará-la à família e ao casamento”. Dom Odilo afirmou que “isso é contrário à natureza e também, objetivamente, contrário à Lei de Deus e, por isso, a Igreja nunca poderia dar a sua aprovação”. Passamos por uma lavagem cerebral e compra-se essa ideia e, não se pensa e, não se raciocina, vive-se a falsa liberdade, a falsa construção de uma família, O que buscamos aqui é respeito, para com a igreja e para com as pessoas que decidiram se relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Contraceptivos - em “Luz do Mundo”, Bento XVI reafirmou que o preservativo não resolve a questão sobre esta pandemia, e advertiu que a fixação neste método “significa uma banalização da sexualidade e tal banalização é precisamente a origem perigosa de que tantas pessoas não encontrem já na sexualidade a expressão do amor, mas apenas uma espécie de droga que se administram a si mesmos”. Pe. Ortiz López assinalou que a verdadeira mensagem do Santo Padre é “a humanização da sexualidade humana, dirigida naturalmente ao matrimônio e à procriação”.”Em definitiva, tudo permanece como estava, a Igreja mantém sua doutrina pelo bem do homem, por mais que alguns se empenhem em mudá-la de qualquer jeito, apresentando casos extremos ou simplesmente mentindo”, expressou o canonista. Não preciso tecer comentários, mas, o desejo de muitos é em breve anunciar – Novo Papa legaliza o uso de métodos contraceptivos… Hello!!! Isso vai contra nossa natureza, nossas crenças, não tem como acontecer, entendeu???

E dessa forma, me vi surpreendida com tamanha ignorância e sem palavras.

Para à mídia, para as pessoas que querem viver um falso catolicismo e que pregam que Bento XVI fracassou sendo ultraconservador eu faço das palavras de Francesco Perfetti, as minhas: “O papado de Bento uniu a tradição e a inovação. Não creio que o conclave vá desfazer essa herança”, disse Francesco Perfetti, professor de história contemporânea da Universidade Luiss, de Roma.

Quero apenas ressaltar que na minha opinião o Papa fez algo digno, foi muito responsável e sábio e, mais uma vez fomos surpreendidos com tamanha expressão de fé e amor.

E para quem ainda acha que o Papa Bento é ultraconservador, termino esse texto com a mensagem que ele nos deu ontem, com a abertura da campanha da fraternidade, inovadora:

“Queridos irmãos e irmãs,Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” – ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica”.
Seja Feliz, abraçando sua cruz e sendo um verdadeiro católico!!!

Por Karina Perri, uma pessoa que aprendeu a amar e admirar o Papa

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM AO PAPA

                                                                             
             Nesta manhã nublada de uma Roma enternecida
Por que não ficas conosco, mais um pouco, a nos guiar à Verdade sem ocaso da Fé?

No ano da Fé, deixa-nos, então?
...
o celebrarás conosco o amanhecer de uma Igreja restaurada por tua palavra e banhada com o sangue de teu silencioso martírio?

O Trono, a glória, os suíços – todo o teu temporal não são capazes de te prender por entre os mármores de Pedro?

Sobre ti estão os olhares da humanidade, e tu recusas o poder?

Como novo Celestino entendes a hora de descer e,
Livremente desces.

Como Bento ,no nome e na graça, preferes o recolhimento na oração às glórias deste mundo, até á partida definitiva.

É próprio de quem é Grande, a descida.
Só os Grandes descem.

Com nobreza queres entregar o leme da Igreja a outro.

Reconhecendo tua fraqueza, renuncias.
Reconhecemos tua força e bradamos:
“Viva o Papa”!
O Papa que desce!

Que desce com tanta dignidade que é mais uma subida,
Que descida.
Mais demonstração de Força,
Que fraqueza.

Ó vós que sentis com a Igreja,
Olhai o papa que desce!
Que desce para o Alto!

E hoje mais do que nunca,
Em honra do Grande, do Forte e do Magno
Brademos juntos ,
Mais uma vez:
Viva o Papa que desce para o Alto!
Viva Bento XVI.

Pe. Marcélo Tenorio

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

EESTE DIA NUNCA VAI SAIR DO MEU CORAÇÃO

Um ato de coragem e humildade: bispos brasileiros comentam sobre a renúncia de Bento XVI



Bento XVI entrará para a história como o 'Papa do amor' e o 'Papa do Deus Pequeno', que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério.


Bento XVI surpreendeu o mundo inteiro com o anúncio de sua renúncia como bispo de Roma no próximo dia 28. "Bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, sucessor de São Pedro", disse o Papa.

Ao fim da carta, o Papa Bento XVI agradece, de forma especial aos cardeais, e pede perdão por seus defeitos. "Verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos".

Bispos de todo mundo tem demonstrado surpresa diante de tão surpreendente notícia. Um ato de coragem e humildade, assim assinalam os bispos. No Brasil, a repercussão tem sido muito grande. Diversos bispos comentaram sobre o anúncio da renúncia.

"Estamos consternados pela notícia. Ele estava governando a Igreja, ocupado em atividades diárias. Contávamos com a presença dele na Jornada Mundial da Juventude". Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.



"Este é um momento para a Igreja agradecer a Deus esse grande pontificado de Bento XVI e, também, rezar por ele para que Deus o abençoe e fortaleça". Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo.



"O Papa Bento XVI continuará levando sua missão de outra maneira e a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro agradece a Deus pela sua vida, pelo seu trabalho e pela sua missão, e reza também pelo seu sucessor". Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.


"A lucidez da sua inteligência e sua intimidade profunda de Deus, seu Pai em Cristo pelo Espírito, neste Ano da Fé, impulsiona a Igreja para a fonte mais límpida de seu Mestre e Senhor. De coração aberto, orantes e confiantes caminhamos como Igreja e com a Igreja, iluminados por um coração de generosa fé lúcida na pessoa amiga do Papa Bento XVI buscando sempre a razão de ser do nosso discipulado a vontade do nosso Deus. Em comunhão aprendemos a lição e bendizemos a Deus". Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte.

"Cada Papa tem a sua história. Bento XVI sempre foi uma pessoa muito decidida. Acho que foi uma decisão sábia. Ele, diante de Deus, achou que era o momento de entregar o seu cargo e despojou-se por amor à igreja para que seja eleito um novo pontífice". Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo de Vitória.

"Esse foi um gesto de amor. Quando ele aceitou ser Papa, foi com a missão de servir à Igreja. Agora, viu que lhe faltam forças e não tem condições de continuar exercendo o ministério. Ele demonstra confiar em Jesus Cristo, que vai nos dar um novo pastor para conduzir Seu rebanho". Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil.

"Agradecemos ao Beatíssimo Padre pelo imenso bem que ele tem feito, os sacrifícios pelos quais tem passado, e garantimos-lhe nossas orações e filiais afetos na nova vida que, com todo direito, levará daqui para frente, totalmente dedicada à oração pela Igreja". Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora.

"Reconhecemos a grandiosidade na humilde decisão de renunciar e, mesmo comovidos, nos irmanamos a ele. Peço a todos que, confiantes no Espírito Santo, que sempre conduz a Igreja de Cristo, rezem pelo Papa Bento XVI e por aquele que será eleito, sucessor de São Pedro". Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Campinas.

"Assim como no mundo todo, nós sofremos o impacto desta notícia. Agora nós vivemos um momento de oração e expectativa até que seja anunciado o nome do próximo Papa". Dom Jaime Vieira Rocha, arcebispo de Natal.



"É um exemplo para todos nós. Por que se manter em um cargo se ele está cansado, idoso, esgotado? Por que continuar no poder apenas pelo poder?". Dom Aldo Paggotto, arcebispo da Paraíba.



"Ele disse que renunciaria ao pontificado quando se sentisse incapaz de levar a Igreja para frente. No entanto, não imaginávamos que isso fosse acontecer agora, porque ele continuava a atender as pessoas e a celebrar na Basílica de São Pedro. Mas foi uma atitude bonita, de uma pessoa que tem consciência de seus limites e sabe até onde deve ir". Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus.

"Como nós sabemos, o Papa é o Sucessor de Pedro, é o pastor da Igreja universal e é o fundamento visível da Igreja, de modo que um fato como este é um fato muito extraordinário e que vai ter consequências para o futuro da Igreja. Então recebi com perplexidade, mas a minha admiração pelo Papa aumentou ainda mais". Dom Benedito Beni dos Santos, bispo de Lorena.

Em nota oficial divulgada na tarde de hoje, 11, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acentuou que "Bento XVI entrará para a história como o 'Papa do amor' e o 'Papa do Deus Pequeno', que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida".


Da redação do Portal Ecclesia.

MARIA, SEMPRE PENSO EM TI!



Sempre penso em ti,

ó Mãe tão Virgem e pura
Em teu redor, as rosas
traçam tua moldura.

Teus olhos claros, límpidos,
refletem tua candura;
Tuas mãos, a mim estendidas,
Me oferecem tua ternura.

Os anjos cantam em coro
as tuas maravilhas.
Teu sorriso, amplo e belo,
Em, tua face brilha

Nem sempre assim te amei,
Nem sempre em ti confiei!
Muitas vezes meus passos
dos caminhos se desviaram,
em coisas que me dominaram...

Maria, mil vezes querida,
Passa na frente!
Ajeita o caminho!
Adianta teus passos!
Não me deixes sozinho!

Em tuas mãos
entrego toda a minha existência!
Devolve-a a vosso Filho Jesus!
Perfuma a minha vivência!

Que o perfume
deixado em mim, por ti,
Se irradie por todo o lugar.
Maria, Mãe sempre querida,
Eu sempre te quero amar!
(Teófilo Aparecido, 10/02/2013)


O LIVRO SE ABRIU

                                                

O livro se abriu,
a mente se expandiu,
o ovo da idiotice gorou.
As sementes brotaram,
as palavras se espalharam,
o canteiro gerou.

Ideias, pensamentos, vida nova,
Tudo e tudo se renova,
nada mais fica ignorado.
As nuvens da ignorância sumiram,
os raios de sol se abriram,
o saber se tornou mais amado.

Acordei do meu lindo sonho,
e um pesadelo medonho,
vi neste mundo prolixo:
as mentes embrutecidas,
pessoas endurecidas,
os livros jogados no lixo!
(Teófilo Aparecido, 10/02/2013)


SÃO JOÃO BOSCO

São João Bosco

Fundador dos Salesianos, São João Melchior Bosco nasceu a 16 de agosto de 1815, numa família muito pobre, em Becchi, perto de Castelnuovo d'Asti, Piemonte, Itália, e morreu a 31 de janeiro de 1888, em Turim.

O pai morreu quando São João Bosco tinha apenas dois anos de idade, deixando o sustento da família para a mãe, Margarida Bosco. Os primeiros anos do santo foram passados a pastorear tendo tido como professor o pároco da aldeia.

Com os anos o jovem sentiu uma maior necessidade de aprender e acabou por entrar, em 1835, no seminário de Chieri e, após seis anos de estudos foi ordenado padre. Quando deixou o seminário, foi para Turim, onde um dos seus deveres era acompanhar D. Cafasso na visita às prisões da cidade. 

A visão das crianças nas prisões deixadas à mercê das piores influências mudou a sua vida para sempre. Resolveu então dedicar a sua vida a recuperar e a cuidar das crianças desprotegidas e, a 8 de dezembro de 1841, dia da Imaculada Conceição, enquanto se vestia para a missa ouviu o sacristão expulsar da igreja um jovem rufião que se recusava ajudar à missa. 

D. Bosco chamou o rapaz, Bartollomeo Garelli, e desta amizade surgiram as fundações do Oratório, assim chamado por causa do exemplo de São Filipe Neri. A este jovem se juntaram outros jovens e crianças da rua, conquistados por um carinho que nunca tinham conhecido, chegando a ser 400 em março de 1846. Com o aumento do número de adeptos, o ponto de encontro teve de passar a ser feito no campo, ao ar livre, onde era comido um almoço, havia jogos, era dada a instrução da catequese e onde D. Bosco começou a organizar uma banda musical, dado o grande fascínio que a música exercia sobre os rapazes. 

Nomeado em 1844 capelão assistente do Rifugio, conseguiu a autorização para construir uma capela dedicada a São Francisco de Sales. Os jovens membros do Oratório reuniram-se no Refúgio, onde continuavam a chegar mais adeptos, levando D. Bosco a fundar escolas noturnas para os rapazes que trabalhavam nas fábricas. As muitas dificuldades em manter o Oratório foram sempre encaradas com uma perseverança tal que muitos pensaram que D. Bosco estava louco e fez-se mesmo uma tentativa para o internar. 

O Oratório foi mudado para muitos locais sucessivos: para São Martinho, para o adro da igreja de São Pedro, para três quartos da Via Cottolengo onde funcionava a escola noturna, para campo aberto, e para um armazém onde se juntavam 700 membros. A mãe de D. Bosco, que ficou a ser conhecida por "mamã Margarida", juntou-se ao filho e dedicou os últimos dez anos da sua vida à primeira casa Salesiana, vendendo todos os seus poucos bens para que este projeto pudesse ser realizado e dando o seu amor de mãe aos cerca de mil rapazes que agora constituíam o Oratório.

Os métodos de ensino de D. Bosco excluíam os castigos e eram baseados na pedagogia do Sistema Preventivo. As regras eram respeitadas porque os rapazes eram imbuídos de um verdadeiro sentido do dever e todas as suas tentativas para fazerem o bem, por mais pequenas que fossem, eram sempre reconhecidas. D. Bosco defendia que o professor devia ser um pai, um conselheiro e um amigo, evitando o castigo e preferindo ganhar o amor a inspirar o medo. 

O seu objetivo era formar a vontade e temperar o carácter, cultivando nos seus pupilos o gosto pela música, que o santo considerava uma influência poderosa e refinada. "A instrução", dizia, apenas um acessório, como um jogo; o conhecimento não faz o homem porque não toca diretamente o coração. mais poder no exercício do bem e do mal, mas sozinho é uma arma indiferente, necessitando orientação". 

D. Bosco era especialmente cuidadoso em estudar as aptidões e as vocações dos seus alunos, sendo especialmente bem sucedido em perscrutar com rapidez e profundidade o coração dos jovens. Um dos seus lemas era "Faz o que quiseres, não me importo desde que não peques".


Reconhecendo a importância do trabalho de D. Bosco, a municipalidade apoiou o lançamento de um fundo para a construção de escolas técnicas e trabalhos práticos de ensino, que foram terminados sem grandes dificuldades. Em 1868, para atender às necessidades do bairro de Valdocco, em Turim, D. Bosco decidiu construir uma igreja, que conseguiu à custa da ajuda de amigos, que foi consagrada a Nossa Senhora, Maria Auxiliadora. Nesse mesmo ano, os padres e professores que o ajudavam formaram a Sociedade de São Francisco de Sales, os Salesianos, cuja regra foi aprovada por Pio X em 1874. 

À data da morte de D. Bosco, em 1888, existiam 250 casas dos Salesianos espalhadas pelo mundo, com um total de 130 000 crianças, das quais por ano saíam 18 000 aprendizes e formou mais de 6000 padres. As escolas davam formação desde a instrução primária até à entrada nos seminários, para os que queriam seguir a vida religiosa. Os Salesianos tinham ainda escolas noturnas e aos Domingos, escolas para os que, com uma idade avançada, queriam ser ordenados padres, escolas técnicas e tipografias para a difusão da leitura em várias línguas. Incluía ainda hospitais e asilos, assistência a doentes e a prisioneiros.

Atualmente, os Salesianos possuem casas em Itália, Espanha, Portugal, França, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Áustria, Palestina, Argélia, México, Patagónia, Terra del Fuego, Equador, Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Uruguai, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia e Estados Unidos da América, entre outros. O mais famoso salesiano da atualidade é o bispo de Díli, D. Ximenes Belo.